
segunda-feira, 30 de abril de 2007
domingo, 29 de abril de 2007
Definições




Entramos numa semana definidora: it’s now or never.
Precisamos fechar as soluções dos quatro elementos básicos do projeto: o setor do Coreto, o setor dos Laguinhos, o setor do Caramanchão e as Bandeirolas. Proponho que cada um trabalhe naqueles que tiver maior empatia, mas não deixe de pensar um pouco nos demais. No sábado, dia mais viável pra todos, nos reuniríamos pra decidir quais propostas vamos adotar. Da minha parte, vou divulgar aqui, as idéias que forem surgindo... as que vcs mandarem e aquelas nas quais eu estiver trabalhando, deixando-as abertas à participação de todos. Outra proposta? Fale logo ou...
Alternativas continuam bem vindas, mas o espaço da intervenção ficou definido na última reunião.
Começo com duas idéias, que são um desenvolvimento daquilo que já conversamos até aqui.
No setor do Coreto, pensei em tomar como ponto de partida o banco existente naquele espaço e arranjar um grupo de sucatas (aqueles “robozinhos” elétricos, talvez) frontalmente a ele, numa atitude de confronto e reconhecimento mútuo. Tal posicionamento poderia ser ressaltado pela pintura do chão, com cal. Uma linha auxiliar, tb. pintada no piso, marcaria a presença do tapume do coreto. Os objetos seriam dispostos segundo esse eixo, perpendiculares a ele. Tal grafismo vai determinar quatro regiões: uma ocupada pelo banco, outra pelas sucatas e as outras duas, por duas composições com esteiras de tratores , anéis de vidro (v foto), quem sabe semi enterradas em areia... Começo a pensar que alguns desses elementos, assim como os robots, deveriam ser pintados, com cores fortes...
No setor do Caramanchão, pensei... em abandonar o caramanchão... hehehe. Achei que ele está desarticulado do espaço central (a rua fechada) e que demandaria muito esforço para desvincula-lodo espaço exterior, relacionando-o com o interior. A idéia seria preencher o rebaixo da rua com brita, que poderia ser colorizada com tinta (não uma a uma, é claro...) em tons de cinza e branco, fazendo desenhos, ou... cores(?) misturas aleatórias e abstratas(?).
No ponto onde a água corre para a boca de lobo, faríamos um arranjo com pedras de mão, pedras comuns de construção, de tamanhos variados...quanto maiores, melhor. Assim, impediríamos o entupimento da rede de esgoto, caso as Águas da Daniela viessem a cair.... acho que seria um bom arremate tb...
No meio desse “mar de brita”, poderíamos colocar cubos e cilindros de concreto (pensei em pedir à Lafarge), moldados em latas de tinta, de um tamanho que pudessem ser apropriados como bancos, pela população.
Pendurados nas árvores, uma idéia levantada na última reunião, quem sabe conseguimos criar elementos sonoros... canos, pequenas chapas, criando uma ambiência própria...
Estou nesse ponto.
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Precisamos fechar as soluções dos quatro elementos básicos do projeto: o setor do Coreto, o setor dos Laguinhos, o setor do Caramanchão e as Bandeirolas. Proponho que cada um trabalhe naqueles que tiver maior empatia, mas não deixe de pensar um pouco nos demais. No sábado, dia mais viável pra todos, nos reuniríamos pra decidir quais propostas vamos adotar. Da minha parte, vou divulgar aqui, as idéias que forem surgindo... as que vcs mandarem e aquelas nas quais eu estiver trabalhando, deixando-as abertas à participação de todos. Outra proposta? Fale logo ou...
Alternativas continuam bem vindas, mas o espaço da intervenção ficou definido na última reunião.
Começo com duas idéias, que são um desenvolvimento daquilo que já conversamos até aqui.
No setor do Coreto, pensei em tomar como ponto de partida o banco existente naquele espaço e arranjar um grupo de sucatas (aqueles “robozinhos” elétricos, talvez) frontalmente a ele, numa atitude de confronto e reconhecimento mútuo. Tal posicionamento poderia ser ressaltado pela pintura do chão, com cal. Uma linha auxiliar, tb. pintada no piso, marcaria a presença do tapume do coreto. Os objetos seriam dispostos segundo esse eixo, perpendiculares a ele. Tal grafismo vai determinar quatro regiões: uma ocupada pelo banco, outra pelas sucatas e as outras duas, por duas composições com esteiras de tratores , anéis de vidro (v foto), quem sabe semi enterradas em areia... Começo a pensar que alguns desses elementos, assim como os robots, deveriam ser pintados, com cores fortes...
No setor do Caramanchão, pensei... em abandonar o caramanchão... hehehe. Achei que ele está desarticulado do espaço central (a rua fechada) e que demandaria muito esforço para desvincula-lodo espaço exterior, relacionando-o com o interior. A idéia seria preencher o rebaixo da rua com brita, que poderia ser colorizada com tinta (não uma a uma, é claro...) em tons de cinza e branco, fazendo desenhos, ou... cores(?) misturas aleatórias e abstratas(?).
No ponto onde a água corre para a boca de lobo, faríamos um arranjo com pedras de mão, pedras comuns de construção, de tamanhos variados...quanto maiores, melhor. Assim, impediríamos o entupimento da rede de esgoto, caso as Águas da Daniela viessem a cair.... acho que seria um bom arremate tb...
No meio desse “mar de brita”, poderíamos colocar cubos e cilindros de concreto (pensei em pedir à Lafarge), moldados em latas de tinta, de um tamanho que pudessem ser apropriados como bancos, pela população.
Pendurados nas árvores, uma idéia levantada na última reunião, quem sabe conseguimos criar elementos sonoros... canos, pequenas chapas, criando uma ambiência própria...
Estou nesse ponto.
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terça-feira, 24 de abril de 2007
23 de abril
Fizemos uma reunião ontem de 19 às 21 hrs., na cantina da Escola. Discutimos a proposta em questão e uma alternativa. O debate se deu num alto nível de respeito e de sinceridade... coisa que não é, nem comum, nem fácil.
A proposta em vigor é a criação de um eixo espacial, visualmente explícito, paralelo ao eixo principal da Praça. Enquanto neste estarão acontecendo apresentações e atividades da Semana das Artes, em grandes tendas, o eixo que estamos propondo é constituído por três eventos que não tem uma relação de causa e efeito: são três instantâneos do presente, três preocupações, três reflexões, que serão ordenadas pelo elemento Tempo: a grande “escultura” de pano, com mais de 50 metros, que cruzará a Praça numa direção inesperada.
O primeiro evento é um conjunto de sucatas, a ser assentado ao lado do coreto deteriorado. A reflexão que o acompanha é a seguinte:
Um Futuro para as Sucatas
O que fazer com elas? Podemos reciclar e torná-las mais amáveis, mas o que dizer dos processos industriais destrutivos que continuam a acontecer? Por outro lado, brigar com as máquinas é solução?
O segundo “passo”, são os fragmentos do antigo Laguinho, hoje aterrado e transformado em jardim, e que será revelado com a retirada da vegetação atual, recebendo um fundo simbólico, de areia do rio São João e de minério da terra itaunense:
Um Lugar para a História
A história dos lugares é cada vez mais soterrada pelo entulho. O mais evidente é o lixo...o mais letal é o esquecimento. Escavar, revelar, guardar e cuidar: pequenos gestos, e não apenas as grandes revoluções, dão sentido à nossa presença no planeta.
O terceiro evento é um espaço concebido a partir do próprio estado no qual se encontra, com uma atmosfera pacífica e tranqüila:
Redescobrir os Sentidos
Reconhecer, novamente, a Terra como espaço de fruição, de contemplação e introspecção, e não apenas como objeto de exploração econômica ou de entretenimento.
Esses três momentos serão integrados, visual e conceitualmente, por um caminho aéreo, formado por duas barras de bandeirolas triangulares, com 1,80m de altura, suspenso do alto das árvores, e denominado sugestivamente de Tempus Fugit (o tempo vôa).
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A proposta em vigor é a criação de um eixo espacial, visualmente explícito, paralelo ao eixo principal da Praça. Enquanto neste estarão acontecendo apresentações e atividades da Semana das Artes, em grandes tendas, o eixo que estamos propondo é constituído por três eventos que não tem uma relação de causa e efeito: são três instantâneos do presente, três preocupações, três reflexões, que serão ordenadas pelo elemento Tempo: a grande “escultura” de pano, com mais de 50 metros, que cruzará a Praça numa direção inesperada.
O primeiro evento é um conjunto de sucatas, a ser assentado ao lado do coreto deteriorado. A reflexão que o acompanha é a seguinte:
Um Futuro para as Sucatas
O que fazer com elas? Podemos reciclar e torná-las mais amáveis, mas o que dizer dos processos industriais destrutivos que continuam a acontecer? Por outro lado, brigar com as máquinas é solução?
O segundo “passo”, são os fragmentos do antigo Laguinho, hoje aterrado e transformado em jardim, e que será revelado com a retirada da vegetação atual, recebendo um fundo simbólico, de areia do rio São João e de minério da terra itaunense:
Um Lugar para a História
A história dos lugares é cada vez mais soterrada pelo entulho. O mais evidente é o lixo...o mais letal é o esquecimento. Escavar, revelar, guardar e cuidar: pequenos gestos, e não apenas as grandes revoluções, dão sentido à nossa presença no planeta.
O terceiro evento é um espaço concebido a partir do próprio estado no qual se encontra, com uma atmosfera pacífica e tranqüila:
Redescobrir os Sentidos
Reconhecer, novamente, a Terra como espaço de fruição, de contemplação e introspecção, e não apenas como objeto de exploração econômica ou de entretenimento.
Esses três momentos serão integrados, visual e conceitualmente, por um caminho aéreo, formado por duas barras de bandeirolas triangulares, com 1,80m de altura, suspenso do alto das árvores, e denominado sugestivamente de Tempus Fugit (o tempo vôa).
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sábado, 21 de abril de 2007
As percepções coletivas e uma tentativa de dar nomes aos bois.



9:00 da madrugada e nada do pessoal chegar. Viriam?
9:50: todos presentes...
Começamos tentando compreender, mais uma vez, o que é a Arquitetura. Vitrúvio comparece, lembrando que só os Usos não bastam. Arquitetura é delimitação do espaço e a conseqüente qualificação dos limites. Os romanos já sabiam disto.
O secretário nos pressiona: il tempo. Aí já é o universo real da profissão.
Partimos para um passeio pelo sítio. O largo do coreto se apresenta como um vazio, carente de sentido e de intenções. Mas pra quem está atento, o frontão distante se incorpora ao espaço.
9:50: todos presentes...
Começamos tentando compreender, mais uma vez, o que é a Arquitetura. Vitrúvio comparece, lembrando que só os Usos não bastam. Arquitetura é delimitação do espaço e a conseqüente qualificação dos limites. Os romanos já sabiam disto.
O secretário nos pressiona: il tempo. Aí já é o universo real da profissão.
Partimos para um passeio pelo sítio. O largo do coreto se apresenta como um vazio, carente de sentido e de intenções. Mas pra quem está atento, o frontão distante se incorpora ao espaço.
Continuamos a caminhar e ruínas surgem por detrás dos imbés raquíticos e das forrações fora de lugar: a história está ali, descobrimos. A sinuosa mureta de cacos, lembrança do aquário, deve ser resgatada.
Nesse ponto estamos no principal eixo transversal da Praça, que nos leva até a Fonte Luminosa. Ali ficamos sabendo das tais tendas... Depois de um debate carregado de lucidez, decidimos concentrar as nossas atenções na metade inferior da Praça.
As tendas ocuparão o Grande Eixo, lugar do antigo footing, do flerte. Imaginamos então, um eixo paralelo, flutuando por entre as árvores... um caminho numa direção inesperada e pouco usual.
Decidimos percorrê-lo. As Sucatas e o Coreto: um conjunto que pede atenção. O Largo da História pede explicitação: um texto?
Mais a frente, os jardins, de todo muito bem cuidados, se fazem ainda mais primorosos nas imediações do Caramanchão. O piso rebaixado, lembrança da rua impedida, é imaginado preenchido... Toda a atmosfera é idílica e sugere um contraponto com as sucatas no outro extremo.
Nessas alturas, as bases de apropriação do espaço estão lançadas: agora serão sacudidas e confrontadas...
Depois da laranjada deliciosamente ralinha, vamos ao Ferro Velho. O local nos impressiona instantaneamente: um pote imenso, cheio de correntes, arados arcaicos, tubos retorcidos, motores engraçados, telas poderosas e aparas, limalhas, sobras... As idéias jorram.
Finalizamos com uma lista prévia de materiais: areia, britas diversas, panos, cabos, luzes...
Imaginei quatro nomes provisórios:
Um Futuro para as Sucatas
Um Lugar para a História
Um Jardim no Futuro.
Tempus Fugit (O Tempo Voa)
Sem dúvida foi um grande começo. Mas é só o começo.
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Nesse ponto estamos no principal eixo transversal da Praça, que nos leva até a Fonte Luminosa. Ali ficamos sabendo das tais tendas... Depois de um debate carregado de lucidez, decidimos concentrar as nossas atenções na metade inferior da Praça.
As tendas ocuparão o Grande Eixo, lugar do antigo footing, do flerte. Imaginamos então, um eixo paralelo, flutuando por entre as árvores... um caminho numa direção inesperada e pouco usual.
Decidimos percorrê-lo. As Sucatas e o Coreto: um conjunto que pede atenção. O Largo da História pede explicitação: um texto?
Mais a frente, os jardins, de todo muito bem cuidados, se fazem ainda mais primorosos nas imediações do Caramanchão. O piso rebaixado, lembrança da rua impedida, é imaginado preenchido... Toda a atmosfera é idílica e sugere um contraponto com as sucatas no outro extremo.
Nessas alturas, as bases de apropriação do espaço estão lançadas: agora serão sacudidas e confrontadas...
Depois da laranjada deliciosamente ralinha, vamos ao Ferro Velho. O local nos impressiona instantaneamente: um pote imenso, cheio de correntes, arados arcaicos, tubos retorcidos, motores engraçados, telas poderosas e aparas, limalhas, sobras... As idéias jorram.
Finalizamos com uma lista prévia de materiais: areia, britas diversas, panos, cabos, luzes...
Imaginei quatro nomes provisórios:
Um Futuro para as Sucatas
Um Lugar para a História
Um Jardim no Futuro.
Tempus Fugit (O Tempo Voa)
Sem dúvida foi um grande começo. Mas é só o começo.
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sábado, 14 de abril de 2007
Os professores especulam sobre a intervenção
Noite de sexta-feira 13.
Na volta pra BH, converso com a prof. Daniele Caetano sobre o Projeto Praça, e exponho a idéia dos recicláveis industriais.
Ela discorreu sobre as suas experiências na Católica, envolvendo a produção de instalações e ressaltou um aspecto importante, que é a valorização da intervenção do usuário, do fruidor. Talvez a dimensão do uso pudesse ser resgatada, como nos trabalhos que ela descreveu. Por exemplo, um cubo inusitado (como uma caixa de danças do Gene Kelly), no qual paredes em planos diferentes apresentavam um mobiliário e sugeriam atividades. Num primeiro momento, o uso era impossível, pois o mobiliário poderia estar no teto ou fixado numa parede, mas depois se descobria que o cubo poderia ser virado de lado, restabelecendo e modificando a ordem, as referências. Outro exemplo fazia um recorte da paisagem, sugerindo a apropriação do espaço, constituindo um lugar.
Sobre a hipótese da reciclagem, Daniele acha pertinente e recorda uma experiência sua, em Buenos Aires, na qual uma mesa convencional de café era circundada por bancos feitos com pilhas de jornais amarrados... Desconfio que ela prefira uma linha mais soft, na abordagem do tema reciclagem, diferente da minha tendência heavy metal, o que me pareceu um contraponto muito positivo.
A necessidade de acentuar, de ressaltar os Usos é bem lembrada, pois uma das intenções da nossa proposta é explicitar a origem arquitetônica do trabalho e, parece, o uso é uma dimensão inerente ao nosso campo. Entretanto, mais tarde, recordei o Pavilhão de Barcelona, do Mies Van Der Rohe: um edifício sem função definida, mas, sem dúvida, um discurso sobre a arquitetura.
Manhã de sábado 14: as bruxas não apareceram na véspera. Io no creo em brujas pero que las hay, las hay...
Na reunião de professores, a prof. Monique Sanches toca num ponto semelhante ao da véspera: o Uso. Monique ressalta as possibilidades expressivas dos materiais e equipamentos do cotidiano, e a experiência do corpo no espaço, como algo a ser buscado nos trabalhos. Cita a obra de Helio Oiticica e sugere que o observemos. Fala tb do trabalho das artistas Ines Linke e Louise Ganz, ora no Palácio das Artes. Num deles, elas propõem um ambiente íntimo, de um quarto, num lote vago, com mato à volta...
Fala da intervenção na praça como resposta aos estímulos do Lugar: costumes, insolação, etc.
Essa reincidência do tema cotidiano coloca em check, pra mim, o uso das sucatas. No entanto, o prof. Augustin de Tugny observa que os produtos industriais não são incompatíveis com as vivencias cotidianas, abrindo um espaço de interação, ou de abordagem desse aparente (?) conflito.
Fiquei pensando que, mesmo com a inclusão dos Usos, o papel maior da intervenção talvez seja a ativação do contexto, no sentido que as obras do Frank Gehry o fazem, criando a chance da ressignificação do entorno (pretensiosa?).
No decorrer da reunião, além de apoio e incentivo aos temas que iam surgindo, outras observações foram sendo feitas pelos presentes, como a coincidência entre a temática proposta para a intervenção (mesmo que ainda indefinida, ressalto) e outros eventos da Universidade, o que faria mais oportuno ainda, o tema-eixo Reciclagem/Meio ambiente/ etc, como salientou o prof. Fábio Matos.
Outras recomendações, de natureza estratégica e organizacional, foram levantadas pelas profs. Fernanda Villefort e Rosamônica Lamounier, muito oportunas pois, time is not on our side...(cf.; Rolling Stones, High Tide and Green Grass, março de 65)
Rosamônica propôs ainda, que tentássemos preservar a pluralidade da experiência, abrindo espaço para propostas alternativas: vamos buscar isto, a partir do estabelecimento de uma diretriz. Em princípio, a idéia é um concurso relâmpago, com uma semana de duração. No sábado podemos discutir e decidir.
Uma ótima noticia, foi a disponibilização, feita pelo prof Irdevan Nogueira, de variados tipos de brita, que podem ser importante elemento na definição dos espaços...
Vamos pensar um pouco e, se possível, compartilhar as idéias.
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Na volta pra BH, converso com a prof. Daniele Caetano sobre o Projeto Praça, e exponho a idéia dos recicláveis industriais.
Ela discorreu sobre as suas experiências na Católica, envolvendo a produção de instalações e ressaltou um aspecto importante, que é a valorização da intervenção do usuário, do fruidor. Talvez a dimensão do uso pudesse ser resgatada, como nos trabalhos que ela descreveu. Por exemplo, um cubo inusitado (como uma caixa de danças do Gene Kelly), no qual paredes em planos diferentes apresentavam um mobiliário e sugeriam atividades. Num primeiro momento, o uso era impossível, pois o mobiliário poderia estar no teto ou fixado numa parede, mas depois se descobria que o cubo poderia ser virado de lado, restabelecendo e modificando a ordem, as referências. Outro exemplo fazia um recorte da paisagem, sugerindo a apropriação do espaço, constituindo um lugar.
Sobre a hipótese da reciclagem, Daniele acha pertinente e recorda uma experiência sua, em Buenos Aires, na qual uma mesa convencional de café era circundada por bancos feitos com pilhas de jornais amarrados... Desconfio que ela prefira uma linha mais soft, na abordagem do tema reciclagem, diferente da minha tendência heavy metal, o que me pareceu um contraponto muito positivo.
A necessidade de acentuar, de ressaltar os Usos é bem lembrada, pois uma das intenções da nossa proposta é explicitar a origem arquitetônica do trabalho e, parece, o uso é uma dimensão inerente ao nosso campo. Entretanto, mais tarde, recordei o Pavilhão de Barcelona, do Mies Van Der Rohe: um edifício sem função definida, mas, sem dúvida, um discurso sobre a arquitetura.
Manhã de sábado 14: as bruxas não apareceram na véspera. Io no creo em brujas pero que las hay, las hay...
Na reunião de professores, a prof. Monique Sanches toca num ponto semelhante ao da véspera: o Uso. Monique ressalta as possibilidades expressivas dos materiais e equipamentos do cotidiano, e a experiência do corpo no espaço, como algo a ser buscado nos trabalhos. Cita a obra de Helio Oiticica e sugere que o observemos. Fala tb do trabalho das artistas Ines Linke e Louise Ganz, ora no Palácio das Artes. Num deles, elas propõem um ambiente íntimo, de um quarto, num lote vago, com mato à volta...
Fala da intervenção na praça como resposta aos estímulos do Lugar: costumes, insolação, etc.
Essa reincidência do tema cotidiano coloca em check, pra mim, o uso das sucatas. No entanto, o prof. Augustin de Tugny observa que os produtos industriais não são incompatíveis com as vivencias cotidianas, abrindo um espaço de interação, ou de abordagem desse aparente (?) conflito.
Fiquei pensando que, mesmo com a inclusão dos Usos, o papel maior da intervenção talvez seja a ativação do contexto, no sentido que as obras do Frank Gehry o fazem, criando a chance da ressignificação do entorno (pretensiosa?).
No decorrer da reunião, além de apoio e incentivo aos temas que iam surgindo, outras observações foram sendo feitas pelos presentes, como a coincidência entre a temática proposta para a intervenção (mesmo que ainda indefinida, ressalto) e outros eventos da Universidade, o que faria mais oportuno ainda, o tema-eixo Reciclagem/Meio ambiente/ etc, como salientou o prof. Fábio Matos.
Outras recomendações, de natureza estratégica e organizacional, foram levantadas pelas profs. Fernanda Villefort e Rosamônica Lamounier, muito oportunas pois, time is not on our side...(cf.; Rolling Stones, High Tide and Green Grass, março de 65)
Rosamônica propôs ainda, que tentássemos preservar a pluralidade da experiência, abrindo espaço para propostas alternativas: vamos buscar isto, a partir do estabelecimento de uma diretriz. Em princípio, a idéia é um concurso relâmpago, com uma semana de duração. No sábado podemos discutir e decidir.
Uma ótima noticia, foi a disponibilização, feita pelo prof Irdevan Nogueira, de variados tipos de brita, que podem ser importante elemento na definição dos espaços...
Vamos pensar um pouco e, se possível, compartilhar as idéias.
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sexta-feira, 13 de abril de 2007
Arte e Arquitetura: arquitetura é arte?
Depois de exatamente um mês, obtivemos a autorização para o Projeto Praça, mas, como diz um amigo meu, “... antes tarde do que mais tarde ainda...”. Vamos lá.
Precisamos fechar uma idéia geral, uma direção, e daí partirmos para o desenvolvimento.
Estive pensando sobre as relações entre a arte e o espaço, o que envolve uma transformação, ao longo do século XX, que leva até as instalações.
Meu pensamento está oscilando entre dois pólos: o objeto no espaço e o espaço gerado pelo objeto.
Se o estudo do espaço for o objetivo, e isso me parece que seria adequado pela nossa origem, na Arquitetura, a natureza do objeto perde um pouco da sua importância e a sua definição poderá obedecer a critérios do momento e, de certo modo, secundários, mas não menos importantes. Como exemplos desses critérios de definição dos objetos, estão a habilidade manual das pessoas envolvidas na produção de peças, a disponibilidade de materiais e de outros recursos, além da própria inventiva do grupo.
Portanto, o que estou propondo é dar ênfase às relações espaciais implícitas no projeto e ressaltá-las.
Assim, inspirado numa sugestão amiga, de fazermos algo relacionado com a ecologia, pensei que o nosso material poderia ser sucata industrial, encontrada em abundância em Itaúna. Imaginei grandes peças únicas ou conjuntos de pequenas peças.
O processo de manipulação dessa matéria contém em si, várias possibilidades de elaboração e de comunicação: a escolha dos elementos já é uma delas. Poderíamos também intervir na forma, criando relações entre peças, pintando com cores impressionantes. A intervenção mais evidente é a própria maneira de exibir, de expor e dispor no espaço. Poderíamos criar limites, referencias, panos de fundo...
Ecológicamente, estaríamos reciclando materiais. O seu aproveitamento estético, entretanto, poderia denunciar a fragilidade das ações que visam controlar os processos industriais destrutivos... como explicitar essa crítica? O embelezamento e a curiosidade dos efeitos, não me parecem suficientes, para isso, então poderíamos incluir complementos como textos escritos no chão ou impressos.
Bem, ao enviar essas primeiras idéias pra vocês, estou dando início oficial aos trabalhos desse grupo. Opinem livremente, sem censura. Coloquem as idéias na roda.
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Precisamos fechar uma idéia geral, uma direção, e daí partirmos para o desenvolvimento.
Estive pensando sobre as relações entre a arte e o espaço, o que envolve uma transformação, ao longo do século XX, que leva até as instalações.
Meu pensamento está oscilando entre dois pólos: o objeto no espaço e o espaço gerado pelo objeto.
Se o estudo do espaço for o objetivo, e isso me parece que seria adequado pela nossa origem, na Arquitetura, a natureza do objeto perde um pouco da sua importância e a sua definição poderá obedecer a critérios do momento e, de certo modo, secundários, mas não menos importantes. Como exemplos desses critérios de definição dos objetos, estão a habilidade manual das pessoas envolvidas na produção de peças, a disponibilidade de materiais e de outros recursos, além da própria inventiva do grupo.
Portanto, o que estou propondo é dar ênfase às relações espaciais implícitas no projeto e ressaltá-las.
Assim, inspirado numa sugestão amiga, de fazermos algo relacionado com a ecologia, pensei que o nosso material poderia ser sucata industrial, encontrada em abundância em Itaúna. Imaginei grandes peças únicas ou conjuntos de pequenas peças.
O processo de manipulação dessa matéria contém em si, várias possibilidades de elaboração e de comunicação: a escolha dos elementos já é uma delas. Poderíamos também intervir na forma, criando relações entre peças, pintando com cores impressionantes. A intervenção mais evidente é a própria maneira de exibir, de expor e dispor no espaço. Poderíamos criar limites, referencias, panos de fundo...
Ecológicamente, estaríamos reciclando materiais. O seu aproveitamento estético, entretanto, poderia denunciar a fragilidade das ações que visam controlar os processos industriais destrutivos... como explicitar essa crítica? O embelezamento e a curiosidade dos efeitos, não me parecem suficientes, para isso, então poderíamos incluir complementos como textos escritos no chão ou impressos.
Bem, ao enviar essas primeiras idéias pra vocês, estou dando início oficial aos trabalhos desse grupo. Opinem livremente, sem censura. Coloquem as idéias na roda.
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