quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Let´s go in this

No nosso encontro de ontem, para a discussão das propostas de tfg/tcc, tratamos de alguns temas importantes para o amadurecimento das soluções.

O ponto de partida foi a noção de que o projeto de uma edificação é sempre uma intervenção no ambiente, seja porque efetivamente modifica a paisagem pela inclusão ou modificação de um volume, seja porque potencializa e/ou induz usos e interações sociais.

Assim, o programa pode e deve ser contaminado pelas peculiaridades do terreno, incorporando espaços que, mesmo não sendo aqueles das atividades principais do edifício, atestam a sua interação com o contexto. Um exemplo foi a proposta da Nathália Pereira, uma academia de ginástica que, pelo local escolhido, torna oportuno o oferecimento de um espaço público aberto, uma praça onde se podem fazer exercícios livremente.

Um segundo aspecto discutido, tem a ver com o terreno, mas situa-se mais no campo metodológico.
Uma vez que os programas já estão dimensionados e o terreno escolhido, pode-se então fazer estudos de apropriação do mesmo, relacionando volume a ser construído e terreno. Tal prática pode ser exemplificada pelos estudos preliminares feitos por Frank Gehry, no Gug Bilbao e que consiste na definição de massas volumétricas (áreas do pré-dimensionamento, multiplicadas pelos pés-direitos), a partir das quais são feitas simulações de implantações para se verificar o impacto do programa sobre o terreno, as possibilidades de agrupamento, as necessidades de verticalização, etc. As formas são genéricas (cubos, paralelepípedos, etc) e visam apenas o estudo das relações entre espaços livres e construídos.

Creio que essa atividade seria útil para todos.

























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