quinta-feira, 28 de agosto de 2008

ainda o contexto

A courageous project by the Japanese architect proposes a building sliced in two. Design Junya.ishigami+associates.
Esse é o título da reportagem no último número da revista DOMUS http://www.domusweb.it/domus2k6/index.cfm?lingua=_eng
Como vcs podem ver a consideração da arquitetura como força modificadora e que reconhece o potencial dos lugares, é crucial. É algo que ultrapassa a questão dos estilos, sendo mais uma ética do que uma estética.
A proposta consiste na criação de uma passagem que corta o imóvel existente, interligando duas ruas: num dos blocos fica a loja propriamente dirta, no outro, o depósito.





antes e depois

antes e depois

domingo, 24 de agosto de 2008

individual mas coletivo

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Encerramento dos jogos de Pequim, partida para os próximos, em Londres. As duas cidades, as duas culturas, fazem a sua aparição. Londres mostras seus ídolos sobre um ônibus: Jimmi Page, David Beckham, símbolos do sucesso pessoal. Em seguida os chineses montam a Torre da Memória, uma pirâmide de pessoas anônimas, umas se apoiando sobre as outras para chegar ao lugar mais alto.
O efeito do coletivo é intenso, um brilho impossível de se alcançar sozinho. Pode-se pensar no risco da anulação das manifestações únicas da personalidade, mas não se pode negar que o êxito individual é, quase sempre, fruto de uma cultura, de uma construção no tempo.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Adeus contexto

Postado por: JAQUELINE
Bom...adeus contexto....kkk..eu por exemplo sempre estudo como a edificação vai se relacionar com o contexto... certo?muitas vezes isso me limita não permitindo que eu faça algo um pouco mais ousado..., buscando formas diferenciadas.


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Casa de Música

Se vc já domina o programa, pode trabalhar o sitio, até mesmo para eventualmente modificar o programa, em razão de peculiaridades do contexto.
O projeto abaixo, do Rem Koolhaas, trata essa questão a partir do conceito de "FUCK THE CONTEXT" (a expressão é dêle), ou seja, "foda-se o contexto". O resultado é que a praça que circunda a Casa de Música é um plano irregular que acabou sendo apropriado pelos skatistas. Muitos aplaudiram, mas convenhamos: não são os skatistas os principais frequentadores dos espetáculos alí realizados. Senhoras de salto e senhores de bengala, terão problemas.
Entretanto, como vcs podem ver nos exemplos abaixo, não existe uma fórmula garantida: é preciso meditar, experimentar, refletir, ensaiar.

Quem quiser o projeto completo, é só solicitar.








quarta-feira, 20 de agosto de 2008

contexto 8

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Hendrix Museum
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contexto 7

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Alsop
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contexto 6

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Ponte Vecchio, Florença
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contexto 5

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Dubai
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contexto 4

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...algum lugar na Africa do Sul.

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contexto 3

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contexto 2

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Av. Paulista.

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contexto

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O sítio no qual você vai projetar pode até ser um deserto, mas nunca deve ser desconsiderado.
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

É preciso que a arte não sirva pra nada

Um trecho do Reinaldo Azevedo.

"O que seria da arte sem os perdedores, sem o desvio, sem o desvario, sem os que transitam nas margens, sem os elétrons sentimentais e morais que passeiam fora do orbital? Seria só justificação do presente, tolhida da utopia que nos consola, da melancolia que nos educa, da gama variada de dores do demasiadamente humano que vai nos preparando para a morte. A arte, ah, a arte já é, então, a confissão de uma maravilhosa derrota. Vencidos pelas duas naturezas — a natureza ela mesma e a cultura —, precisamos de um discurso que seja alheio à eficiência, ao desempenho, à utilidade. É preciso que a arte não sirva pra nada a não ser falar de nossas “soledades”, como num poema de Lope de Vega. Nessa “arte pela arte” estão os relevos sentimentais que me interessam, e não pode haver ninguém mais terenciano do que eu: “Nada do que é humano é estranho a mim”."

domingo, 17 de agosto de 2008

haikai

Uma amiga me mandou um haikai:

"Dia frio/ sopa quente/ sem colher.."

Os haikais japoneses invocam algum elemento da natureza ou algum elemento humano no momento presente. Quem o escreve, tenta não acrescentar nenhuma emoção, nem crítica, nem interpretação. Ele tenta captar um momento da realidade com palavras bem simples. Ao ler, cria-se a imagem , expressiva, simples. É um modo de sintetizar o momento, mas também de promover um deslocamento do olhar.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Saravá, Peter Zumthor

Os espaços de saúde e bem estar são lugares de aprendizado, nos quais o homem se aprimora em todos os sentidos e reconhece os seus semelhantes.
Academias de ginástica, muitas vezes são meros depósitos de equipamentos, enfeitados pela vaidade dos usuários. Clínicas de recuperação de dependentes, podem se contentar em ser uma espécie de oficina mecânica de gente.

Entretanto, a arquitetura tem a capacidade de elevar as atividades mais banais ao nivel do sagrado.





As Termas de Vals














(leia mais sobre Peter Zumthor em http://www.vitruvius.com.br/resenhas/textos/resenha171.asp )

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Free

Os encontros das segundas e terças são abertos a todos, que podem sugerir temas para a conversa.

Let´s go in this

No nosso encontro de ontem, para a discussão das propostas de tfg/tcc, tratamos de alguns temas importantes para o amadurecimento das soluções.

O ponto de partida foi a noção de que o projeto de uma edificação é sempre uma intervenção no ambiente, seja porque efetivamente modifica a paisagem pela inclusão ou modificação de um volume, seja porque potencializa e/ou induz usos e interações sociais.

Assim, o programa pode e deve ser contaminado pelas peculiaridades do terreno, incorporando espaços que, mesmo não sendo aqueles das atividades principais do edifício, atestam a sua interação com o contexto. Um exemplo foi a proposta da Nathália Pereira, uma academia de ginástica que, pelo local escolhido, torna oportuno o oferecimento de um espaço público aberto, uma praça onde se podem fazer exercícios livremente.

Um segundo aspecto discutido, tem a ver com o terreno, mas situa-se mais no campo metodológico.
Uma vez que os programas já estão dimensionados e o terreno escolhido, pode-se então fazer estudos de apropriação do mesmo, relacionando volume a ser construído e terreno. Tal prática pode ser exemplificada pelos estudos preliminares feitos por Frank Gehry, no Gug Bilbao e que consiste na definição de massas volumétricas (áreas do pré-dimensionamento, multiplicadas pelos pés-direitos), a partir das quais são feitas simulações de implantações para se verificar o impacto do programa sobre o terreno, as possibilidades de agrupamento, as necessidades de verticalização, etc. As formas são genéricas (cubos, paralelepípedos, etc) e visam apenas o estudo das relações entre espaços livres e construídos.

Creio que essa atividade seria útil para todos.

























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